Designers Criativos - By Freepik

Profissão Designer Gráfico

O que faz um Designer Gráfico?

O designer gráfico trabalha na comunicação através de imagens, textos e desenhos, ou seja, projetos visuais para veiculação em mídias impressas ou digitais.

Com sua criatividade, seu conhecimento de estética, desenho e artes, ergonomia, tipografia e outras especificidades do próprio design, cria um conceito e transmite a mensagem que o cliente deseja, através de uma imagem ou produto.

O profissional elabora seu projeto para que a transmissão desta mensagem seja atrativa e compreensível.

E o resultado deste trabalho está presente em quase tudo que vemos e utilizamos no dia a dia, desde um livro, uma embalagem, um anúncio ou um logotipo de calça jeans.

Na prática, esse profissional cria logotipos, folders, cartões, banners, além de marcas, embalagens, rótulos, sinalizações, também diagrama e ilustra livros, revistas e jornais.

Não precisa saber desenhar

No dia a dia, o designer gráfico pode utilizar recursos manuais e/ou digitais.

Com os recursos tecnológicos, a maioria dos designers gráficos deixou de utilizar o desenho à mão e usam, como principal ferramenta de trabalho, softwares como Illustrator, Photoshop, Corel Draw, 3DS Max, entre outros.

Aí, quando falamos com quer iniciar na profissão, vem a pergunta clássica: “Para ser designer gráfico preciso saber desenhar?”

E a resposta (também clássica): “Não, não precisa saber desenhar!”

Pois é num curso de Design Gráfico você terá disciplinas como Desenho, Ilustração Gráfica, Desenho de Observação, entretanto é só uma das disciplinas que compõe o curso.

Há outras (e talvez mais importantes) como: História da Arte, Tipografia, Fotografia, Estética e Ergonomia, por exemplo.

Aliás, os cursos, como o próprio Design, tem diversos mundos, como comentei no post 1 desta série. Se não leu, clique aqui. Mas vamos falar disso mais adiante.

Ilustração de livros

Designer Gráfico X Ilustrador

Ainda falando de desenho à mão, podemos fazer referência ao Ilustrador que se dedica ao desenho propriamente dito.

Uma ilustração de um personagem ou produto, uma história em quadrinho ou ilustração manual para um livro, são exemplos.

Ao contrário do que se pensa, ainda hoje, se usa muito o material tradicional de desenho, há mercado para isso.

Mas, também, há um espaço gigante e em crescimento para a ilustração digital, seja em 2D ou em 3D. E associação, começando pelo desenho à mão sendo escaneado e finalizado no computador.

Como se tornar um Designer Gráfico?

Faculdades, Universidades e Cursos

Aprender Design

Não há dúvida que o ideal é começar com uma faculdade ou curso técnico (mesmo para quem já atua na área). Os conhecimentos teóricos são necessários para contextualizar suas criações.

Conhecer todas as fases e aspectos de um projeto influencia ou até determina o resultado do seu produto e de como ele vai ser recebido no mercado.

Você pode fazer um Bacharelado, que são cursos mais generalistas, abordam diversas áreas do design, não só o Gráfico. Duram em torno de 4 a 5 anos.

Ou um Curso Tecnológico, mais específico, com duração de 2 a 3 anos.

Como eu disse antes, o design tem diversos mundos, que são distintos mas se entrelaçam. Dá pra ver pelas denominações dos cursos como:

Bacharelados – Design Gráfico, Design Digital, Expressão Gráfica (UFPR), Computação Gráfica, Comunicação Visual e Design.

Tecnológicos – Comunicação e Ilustração, Desenho de Animação, Produção Gráfica Digital.

Vale a pena sempre conferir a grade de disciplinas ou conteúdo curricular do curso antes de escolher. A maioria das faculdades disponibilizam essas informações no site. Algumas ainda oferecem cursos à distância.

E, mesmo sendo graduado, é imprescindível aprender softwares gráficos, pois a abordagem sobre ele nas faculdades, normalmente são básicas e não aprofundadas.

Se não puder cursar uma faculdade

Ler, estudar e pesquisar (o máximo possível ou mais que isso, rsrs) sobre design, história da arte, layout, redação, teoria da comunicação e teoria das cores, tipografia, estética e ergonomia.

Aprender ou fazer cursos livres de softwares gráficos como Photoshop e Illustrator.

Converse com outros profissionais, pratique incansavelmente o que aprender, participe de seminários, palestras e feiras do setor.

 

Quem emprega o Designer Gráfico

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– agências de publicidade e propaganda;

– gráficas e editoras, veículos jornalísticos;

– empresas que criam e gerenciam marcas (branding);

– empresas de comunicação visual, displays e expositores.

– departamentos de comunicação e marketing de empresas e organizações de diversos setores, órgãos públicos, ONGs;

– tem, ainda, a opção de atuar de forma autônoma, como freelancer.

 

Mercado de trabalho do Designer Gráfico

O mercado de trabalho para o designer gráfico é altamente competitivo no Brasil. Para se destacar, o profissional deve se manter atualizado tanto nas tendências quanto na tecnologia, mas além disso dever atentar ao cumprimento de prazos e o comprometimento na organização.

Trabalhar em equipe é uma qualidade com alta demanda das empresas, tudo em busca de para aumentar a produtividade com extrema qualidade.

Apesar dos pólos de trabalho ainda se concentrarem em São Paulo – Rio de Janeiro, a força da internet vem quebrando todas as barreiras e aumentando, a cada dia, a possibilidade do profissional designer gráfico trabalhar em casa.

Como freelancer, prestando serviços a diversas empresas pequenas, médias e grandes ou como home office.

Com a mentalidade empresarial se modificando, muitos designers gráficos já trabalham home office, ou seja, são contratados mas trabalham em suas casas e participam de reuniões semanais ou quinzenais na sede da empresa.

Quanto ganha um Designer Gráfico

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A remuneração de um designer gráfico freelancer depende muito da quantidade de trabalho e do nível de experiência que ele tem.

No início muitos acabam cobrando pouco ou “o que não é justo” para conseguir sobreviver e iniciar a carreira.

Frequentemente há discussões no meio sobre o que isso acarreta para a desvalorização da profissão, entretanto é uma realidade que devemos nos atentar e procurar o equilíbrio, tanto nas opiniões quanto na precificação.

Para um freelancer ter boa remuneração, entre vários outros aspectos importantes é essencial que ele tenha contatos e um ótimo portfólio.

Quanto aos designers gráficos contratados a remuneração tem algumas variáveis como: experiência, graduação, porte da empresa e localização.

Na imagem abaixo, retirada do site SINE (Site Nacional de Empregos) podemos verificar essa variação.

 

salario-designer-grafico

Salário do Designer Gráfico – By SINE

 

http://www.sine.com.br/media-salarial-para-designer-grafico

Podemos dizer, ainda, profissionais muito experientes e de grandes corporações chegam a ganhar de 3 a 4 x mais que o salário mais alto desta planilha do SINE.

Vagas em concursos públicos são mais raras, mas vale a pena ficar atento a sites como PCI Concursos e Central de Concursos.

A carreira de um Designer Gráfico

O início se dá, normalmente, como estagiário ou assistente contratado em agências de publicidade e propaganda. De acordo com sua evolução, interesse e competência, “sobe” cargos, podendo se tornar Diretor de Arte.

O estágio é uma boa porta de entrada no mercado. A época ideal para procura de estágio é no começo de semestre e as empresas abrem espaço para quem está no 2º ano letivo em diante.

Abrir a própria empresa é, normalmente, a evolução do freelancer iniciante.

De qualquer forma, para todos, é imprescindível estar atualizado e ter comprometimento e ética.

Participar de concursos, exposições e premiações podem ser excelentes trampolins. A exposição gerada nessas competições e mostras promove networking, contatos fora do círculo comum e experiência.

 

É isso, pessoal! Dedicação é sempre  um bom caminho!

Um abraço, espero vocês no próximo post da Série Profissão Designer.

 

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A imagem utilizada na abertura deste post é de “Designed by Creativeart / Freepik”